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domingo, 23 de janeiro de 2011

Welcome!




Orlando - Florida   Fev/08/2010

Para minha filha e genro, quando ela me disse que estava grávida.

Filhotes, e' muito bom ter um filhote... Experiência inexplicável, indefinível, interminável, visto que se renova dia a dia e entra pela eternidade afora ate 'a presença de Deus. Viemos ao mundo para nos expandir, expandi-lo, procurando assim, melhorá-lo. Vocês entraram nesse processo, como efeito, quando nasceram e como causa quando fazem a sua própria cria.
Ma-ra-vi-lho-so...
GO AHEAD! Nesse processo lindo...
Porque, "ele" ou "ela"... vai ser um alguém muuuuito bem vindo!(Vovo, avoengo)

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Igreja Moderna.

  1.    

Barna Group é uma empresa visionaria de pesquisa e recursos, sem fins lucrativos, localizada em Ventura, Califórnia.             A empresa é amplamente considerada como a principal em pesquisa que centrou seu foco na fé e cultura. O Grupo Barna oferece uma gama de pesquisas por encomenda, recursos e treinamento para servir a igrejas, entidades sem fins lucrativos, empresas e lideres.
    
O grupo publicou um resumo das principais pesquisas feitas em 2010 nos Estados Unidos, que traz como resultado um retrato de como o ambiente religioso tem se transformado nos últimos tempos.
O povo mudou seus hábitos religiosos por força de uma serie de circunstancias, criadas ao longo do tempo. Conhecimento e praticas básicas para a fé cristã são desconhecidas pela grande maioria dos americanos, mesmo os que se dizem cristãos. Como exemplo podemos citar a Páscoa, que pode ser associada facilmente com chocolate ou com um feriado religioso, mas dificilmente associada ‘a ressurreição de Jesus. Outro exemplo é o Espírito Santo, que e’ visto simplesmente, como um símbolo religioso e quase nunca como um ser vivo.
O Evangelho da “auto ajuda” invadiu as igrejas de tal forma, que a grande maioria das pessoas, esta mais interessada em informações que resolvam a sua conta bancaria ou o sucesso da sua vida pessoal do que em ensinos e princípios espirituais que promova salvação ou vida eterna.
Muita coisa que era pecado há algum tempo, agora pode ser tolerada ou vista com bons olhos. Os ditos cristãos se isolam cada vez mais dos não cristãos fazendo assim uma ruptura social imensa. O Cristianismo, em verdade, já não influencia mais a sociedade, quando muito produz uma arengazinha aqui outra ali, a respeito de algum assunto mais polemico, mas nada que não possa ser esquecido até a semana seguinte.

Vivendo aqui e fazendo parte de uma igreja americana, a gente pode ver isso acontecendo na vida das pessoas dia a dia, cada vez mais. As causas são varias, "viver politicamente correto", "respeitar o espaço do outro", "não se meter naquilo que não e' da sua conta", sem falar nas ideologias políticas avessas ao cristianismo que de vez em quando aprovam uma "lei" aqui e outra ali cerceando um pouco mais os movimentos e praticas cristas, e a Igreja tem aceitado passivamente, desde que não mexam com o seu direito de existir.
Como tenho dito sempre, a Igreja mergulhou em um "tempo de treva" do qual dificilmente sairá. Pessoalmente creio que não sairá, creio que isso já e' um encaminhamento acelerado para a temporada do anticristo.
O comportamento predominante por aqui e' exatamente esse descrito na pesquisa, conforto, viver bem, meu direito primeiro, se sobrar alguma coisa e se não for fazer falta a gente divide, se puder ser descontado do imposto de renda , melhor ainda, e tambem,se não for comprometer a nossa imagem com o governo, vizinhos, etc...
Um dia desses tive "problemas" com um amigo de longa data, ele estava com problemas na família e quando avancei no intuito de juntar as mãos e me envolver na solução do mesmo, esbarrei na possibilidade de parar no tribunal e ser preso por ter invadido a "privacidade" dele, fui convidado textualmente a fechar a boca e me isolar, ignorando tudo o que estava acontecendo.
Isso mostra que o Bom Samaritano da parábola contada por Jesus, estaria em sérios problemas por ter-se envolvido em um problema que não era dele, possivelmente, iria para trás das grades ou pagaria uma indenização milionária para aquele a quem ele teria ajudado, visto que interferiu na sua "privacidade" sem ser convidado, sem ter autoridade reconhecida para tal.
No Evangelho vivido hoje nos Estados Unidos, o ensino daquela parábola toma outra direção e aponta como correta a atitude dos dois primeiros que não se envolveram com o necessitado, essa é a coisa certa a se fazer por aqui, chamar o 911, que é o telefone da policia, e fazer o relato, o resto fica por conta deles e a minha responsabilidade com isso termina ai. Eu estaria agindo de acordo com a lei, “aliviando minha consciência” e respeitando o direito de privacidade daquele individuo, até porque, eu, se não tiver formação acadêmica ou técnica, se não for certificado, licenciado e não tiver um seguro me respaldando, não estarei apto a sequer dar um conselho a alguém. Estarei cometendo um crime, e serei um forte candidato a “inquilino” da penitenciaria, se o fizer.
Nunca se vendeu tanto livro, nunca tivemos tantos canais e programas de televisão e radio, nunca tivemos tantos jornais e revistas, cantores e músicos dos mais diversos estilos, nunca tivemos tantos doutores, mestres, ensinadores, apóstolos, teólogos, tudo encharcado de religião e de palavras as mais cativantes, a respeito de um evangelho brando, conivente, diabolica e politicamente correto, produzindo um povo ignorante de Deus ao extremo, um povo amante de si mesmo, cruel nos seus mais simples sentimentos, um povo que lembra aquele a quem o profeta Isaias se refere na Bíblia, no livro que leva seu nome, no capitulo 29 versículo 13 e a que, Jesus se referiu, durante o seu ministerio, comparando tambem o povo da sua epoca, 'aqueles, e que diz: “Por isso diz o Senhor: Pois que este povo se aproxima de mim, e com sua boca e lábios me honra, mas tem afastado de mim o seu coração, e o seu temor para comigo consiste em mandamentos de homens, aprendidos de cor...”.

Essa e' a cristianizada America do Norte e nós outros da America do Sul, caminhamos a passos largos para isso.

Tempos de trevas...
Orlando Janeiro/08/2011 

sábado, 8 de janeiro de 2011

...e GLORIAS 'A DEUS!!!

Homeless Radio Voice  Ted Williams, the homeless man with the golden voice, now sporting a new haircut and clean clothes, shows reporters where he has been living on the north side of Columbus, Ohio, Wednesday, Jan. 5, 2011. Williams, whose deep, velvety radio voice and touching story prompted an outpouring of sympathy and job offers from across the country, has become an overnight sensation. (AP Photo/Columbus Dispatch, Doral Chenoweth III) 

http://www.youtube.com/watch?v=ZrBkxcztA_o


Ha alguns anos, tive a oportunidade de ver em um video, a historia de um rapaz que, viciado em drogas e bebida, jovem ainda, viu sua vida arruinada e na sarjeta. Buscando ajuda entrou uma tarde em uma igreja e abracando o pastor, que se encontrava ali, pediu ajuda. Sendo alcancado pelo amor de Deus atraves daqueles irmaos, ele foi recuperado, e o video o mostrava como solista do coral da igreja em uma de sua apresentacoes.
Maravilhosa historia, ate porque, ele mesmo nos levava, atraves do video, a conhecer o lugar onde vivia, um amontoado de pneus velhos, dentro do mato.
Pois e', nessa primeira semana de 2011, a historia se repete na vida de Ted Williams, um ilustre inexpressivo, pedinte "homeless" norteamericano, que ve sua vida ser inacreditavelmente transformada como num passe de magica.
Milagres continuam acontecendo, orações continuam sendo respondidas, independente de religião, denominação ou congregação a que se pertença.
Deus, o todo-poderoso Jaweh, continua ilimitado em todos os seus atributos e aspectos, por mais que o ser humano, principalmente os religiosos, o queiram limitar, colocando barreiras e limites na fé das pessoas e na sua maneira de adorá-LO.
Aqui está apenas um exemplo e ha' muitos como este e maiores, basta crer, basta ser e estar puro de coração. Pertencer a uma comunidade cristã é bom e faz bem, mas muito mais importante do que isso é fazer parte daquele grupo de "meus pequeninos" a quem Jesus se referiu. Eles e que são os verdadeiros súditos do Reino de Deus.
Claro que resta saber o que Ted fara' com o milagre de Deus, posto no seu caminho!
Alguns, infelizmente, escolhem por o milagre de lado, por maior que seja, e seguir sua vida de derrotas, mas, isso nao diminue a grandeza de Deus.
Parando para pensar um pouco, a gente percebe o quanto o mundo poderia ser melhor se o ser humano extendesse a mão mais frequentemente ao seu proximo. Não somente para tirar proveito de algum talento ou levar alguma vantagem disso, mas para fazer a vida menos dificil para aqueles que não tem a mesma chance que os demais. Quanto nos alegra ver isso, mesmo sendo uma gota no oceano de miseria que e' o nosso planeta.
Que bom se isso acontecesse todos os dias. Mas na verdade não e' assim, muitos não concordam com uma segunda chance a alguem que caiu em desgraça, outros se roem de inveja e tentam puxa-lo para baixo quando tem chance de se levantar e poucos, aplaudem e torcem para que ele se recupere completamente e aproveite bem todas as oportunidades que se lhe apresentem.
Vem 'a mente a verdade biblica que diz: "Chorai com os que choram e alegrai-vos com os que se alegram", mostrando o dever de solidariedade em quaisquer circunstancia. Mais forte, no entanto, aflora o sentimento humano de competição e de egoismo que nos faz chorar mais facilmente com aquele que se desgraça do que nos alegrar com aquele que esta tendo a benção de se levantar de onde caiu.
Que a misericordia infinita de Deus nos alcance a tempo de mudar-mos o nosso coração, a tempo de podermos fazer parte daqueles a quem Jesus dira' no juizo: "Vinde benditos de meu Pai..."
'A Ele toda a GLORIA!!!

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Pregadores mirins?

                      Thumbnail http://www.youtube.com/watch?v=4d6xLSgfxYg
http://www.youtube.com/watch?v=YK3EzW4HyTE
http://www.youtube.com/watch?v=1LZP06KjbRQ
http://www.youtube.com/watch?v=Vc_F5Yjv7jk
Ou seriam nanicos fantasiados imitando pseudo pregadores, mais artistas de palco do que instrumentos de Deus, nos seus enxugamentos, gritos e trejeitos.
Não estamos aqui a julgar ninguem nem a duvidar, de que Deus possa usar quem quer que seja, mas, deveria haver um minimo de bom senso e maturidade espiritual, que não ha', no povo chamado, de Deus para não estar expondo esse mesmo Deus ao ridiculo e ao sarcasmo diante de todos.
Jesus precisou passar por um tempo de formacão, mesmo sendo Deus em sua carnal etapa de vida, Samuel tambem teve a hora certa para ser sacerdote, Davi passou por muitas provas e situacões ate assumir as funcões que Deus tinha para ele, foi assim com Moises, Jose', Josue' e tantos outros, mas hoje ha uma horda de quase recem nascidos pregadores mirins, sendo explorados criminosamente na sua inocencia e na sua espiritualidade. Essa é mais uma das tristes facetas do evangelho moderno, que deturpa, vitupera, envergonha o Cristianismo real e verdadeiro, fazendo de alguns templos verdadeiros circos mambembe. Igrejas que, muitas vezes, no passado, rejeitaram pregadores nos seus pulpitos por "não terem experiencia".
Assustador, trágico, patetico, bizarro, ridículo, de mau gosto, feio, triste, criminoso, deprimente, nojento, asqueroso, lamentável, desprezível, deplorável, lastimável, baixo, vil, horrível, abominável, insensato, cômico, absurdo, medonho, repugnante, odioso, repulsivo, desagradável, e tantos mais adjetivos se pudessem utilizar, não seriam suficientes para definir essa "coisa", onde o menino e' a maior vitima. Criminosos espirituais criam essas aberrações, em o nome de Jesus, e pessoas de nenhum senso aceitam e promovem esses "nanicos" fantasiados, a imitar os pilantras adultos em todos os seus cacoetes.
Chorei mais uma vez, por vez os descaminhos não do velho e bom Evangelho do Reino, mas de pessoas que, em tendo sido mal ensinadas, vivem uma forma bizarra de cristianismo paganizado em todos os seus aspectos.
Minha oração é  para que Deus tenha pena de nos todos, geração da ultima hora.
 

Ao meu filho, quando terminou o primeiro semestre do curso de harpa na EMM em São Paulo

top of the harp

Glorias 'a Deus que providenciou o talento e parabéns pra você que o desenvolve!
E tem que ser assim...
Carlos Gomes, saiu de Campinas 'as escondidas no lombo de um burrico em condições iguais 'as suas e o resto da audaciosa empreitada a gente pode encontrar na história dos grandes da musica clássica de todos os tempos. Dou graças 'a Deus duplamente, primeiro por você ser quem e', meu filhote, segundo, por eu não ter tido a chance (ate tive mas estraguei tudo pelo caminho talvez por providencia dEle) de fazer o grande mal de te dar tudo de " mão beijada" como diz sua amiga em outro comentário (ate porque eu nao estava la' com essas condicoes,rs), assim, você tem a grande e preciosa chance de passar pelo processo de lapidação por onde passam todos os belos diamantes antes de chegarem a serem considerados "preciosos".
Longas caminhadas, dificuldades de alimentação e horários, chuva, sol, calor, frio, e algumas outras desagradáveis experiências fazem parte do processo e não pode faltar nenhuma delas, creia.
Pra mim você já e' o "number one", não precisa ser o "cara" pra eu saber o quanto vale e do quanto e' capaz, não precisa ter chegado ao topo para eu saber que pode... me orgulho de você desde já pelo que tem conquistado porque sei que isso e' apenas um "sample" daquilo que você na verdade, já conseguiu, já esta escrito, já faz parte do seu futuro.
Não preciso de "motivos" para ir ate' a presença de Deus, mas tenho tido boas e grandes razões para isso e você e' uma delas... meu sangue, meu DNA, extensão da minha genealogia, meu orgulho...
Blessings!
Orlando 17 de Agosto de 2010 11:36

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

O pedido de apoio ‘a Dilma e...
(por Silvano Correa)



(Silvano Correa no Folha de São Paulo online, terça-feira, 4/01/2011)
Quero apelar aos meios de comunicação em geral e aos formadores de opinião em particular para que dêem um voto de confiança à presidente Dilma. Minha opinião é que ela, em sua histórica posse, demonstrou inteligência, coragem e sensibilidade, com personalidade forte e independente.Vários fatos comprovam isso. Manteve sempre a simplicidade e a clareza de comunicação, sem tergiversar ou apelar para a demagogia ou populismo. Respeitou o protocolo de forma justa e despretensiosa, dignificando o cargo que assumiu. Não teve medo de abordar assuntos delicados, como sua participação na Revolução de 64. Colocou em pauta reformas importantes, mas não mencionou o faraônico projeto do trem-bala. Foi corajosa ao revelar seu amor à pátria, beijando a bandeira nacional. Teve sensibilidade ao reverenciar os que tombaram na defesa da liberdade e dizer que não guarda mágoas ou rancores daquele triste período.Disseram na Rede Globo que ela iria trocar o vestido branco por um vermelho. Não o fez, demonstrando querer evitar o sectarismo partidário e buscar a união. Foi muito clara ao oferecer a mão a todos, inclusive à oposição, pedindo apoio por um Brasil melhor.Por tudo isso, peço uma trégua e um voto de confiança. Acho que Dilma Rousseff iniciou bem seu mandato, dando uma mensagem de alto nível com propostas e desejos de que o Brasil precisa. Creio que, enquanto mantiver essa linha, ela merece nosso apoio.


...as razoes da negativa.
(por João Florentino)
Caro Silvano, creio ser oportuno o seu apelo, pedindo um voto de confiança na presidente Dilma, e louvável a sua disposição em fazê-lo, mas, se existem razoes para que eu o faça existem muito mais motivos para que não. Respeito a sua opinião e concordo que a posse foi histórica, visto nunca ter-mos tido uma mulher como presidente do Brasil, mas recordando os fatos, não posso concordar possa ter demonstrado inteligência, não e’ possível que tenha muita, deve ter sim, como você diz: coragem, sensibilidade, com personalidade forte e independente.
Você diz que vários fatos comprovam que “ela manteve sempre a simplicidade e a clareza de comunicação”, o que nunca vimos em nenhuma de suas falas, diz também que ela o fez “sem tergiversar”, o que e’ lógico, ate porque ela nem sabe o que e’ tergiversar, nem saberia “apelar para a demagogia” porque todas as suas “boas” falas são escritos que ela mal consegue ler, já a questão do populismo este esta implícito e, diga-se de passagem, metade da nação, que não votou nela esta fora dessa “popularidade atribuída”. Respeitar o protocolo seria o mínimo a fazer, mesmo porque estava ali,
“conduzida”, para não cometer gafes para não dar motivos justos aos críticos de plantão. Não podemos esquecer que o discurso de posse foi previa e cuidadosamente montado por alguém profissionalmente competente nisso, daí a falta de “medo em abordar assuntos delicados, como sua participação na Revolução de 64”.
Você diz que ela “foi corajosa ao revelar seu amor à pátria, beijando a bandeira nacional”, ora, vemos isso todas as vezes que a Seleção Brasileira de futebol entra em campo, dezenas de pessoas agarrados, beijando e enrolados em Bandeiras do Brasil sem precisar de nenhum ato de coragem para isso. A sensibilidade “ao reverenciar os que tombaram na defesa da liberdade”... Que liberdade? Não esqueça que o movimento que ela defendia e defende era anterior ao período chamado de “ditadura” e não buscava liberdade, mas buscava, sim, mergulhar o pais em um sistema comunista da pior espécie que e’ o que estão fazendo pouco a pouco desde o primeiro mandato do presidente que ajudou a elegê-la, com o “emburrecimento” do povo e destruição completa de valores cívicos e morais.
Não trocou o vestido branco por um vermelho para não ficar tão mal na foto para aqueles que não concordam com o sistema “vermelho” que eles adoram e, creia, a única união que busca e’ em torno do PT e dos “sem terra”.
O oferecer a mão, nada mais e’ do que um ato que faz valer o adágio popular que diz: “não pode com seu inimigo, junte-se a ele”.
Desculpe estar parecendo pessimista demais e descrente ao extremo quanto a essa senhora, mas tenho a dizer que por tudo isso, não posso dar trégua nem um voto de confiança em alguém que praticou terrorismo, assaltou bancos e pessoas, participou ativamente de assassinatos, tentou e faz com que o pais que amo mergulhe em um sistema comunista nocivo e falido, mente, faz parte da maior quadrilha já instalada no governo brasileiro e se orgulha de tudo isso.
Dilma Rousseff pode ter “iniciado bem seu mandato”, como você diz, “dando uma mensagem de alto nível com propostas e desejos de que o Brasil precisa”, e você sabe que tudo isso e’ discurso, mas vou tomar a mesma conduta que me rege cada vez que me sento em uma cadeira no teatro ou em um recital de musica, se for bom, vou aplaudir no final e espero que possa, não só aplaudir, mas, me por de pe’ e pedir bis.
Orlando/4 de janeiro de 2011


Perdedores! (cronica)


Quando garoto, isso já faz algum tempo, aprendi na escola, uma historia a respeito do Brasil, que relatava descobrimento, império, escravidão, guerras, inconfidência, libertação de escravos e republica.
Anos mais tarde fui percebendo, conforme buscava conhecer mais a respeito do inicio de tudo, que muita coisa tinha sido alterada, muitos personagens outrora “fora-da-lei”, agora figuravam como heróis, outros que tinham sido heróis, foram transformados em vilões, partes da historia que deveriam ter sido contadas cruamente, estavam maquiadas para dar um sabor de patriotismo maior ao povo, escondendo-se o lado feio, sujo e bandido de determinados personagens quando conveniente.
Coisas vis e más foram tidas e havidas como boas... Coisas boas e bonitas foram consideradas extremamente maléficas.
Assim se escreveu a historia do Brasil, massacres, traições, violência, invasões de terra, escravismo brutal de índios e depois de negros, politicagens, saques das riquezas da terra em benefícios de nações de alem mar que em nada e nunca contribuíram para a nova nação e seu povo.
Assim se formou, assim cresceu, ate chegar a ser considerado grande, apesar de fatos mal contados e de mentiras históricas, afinal, todos os países tem pelo menos um pouco disso.
Sempre li muito a respeito da formação de algumas nações, antigas ou não, gosto de historia, mas não me lembro de outra nação onde os fatos se repitam com tanta similaridade de tempos em tempos.
O Brasil e’ assim, um eterno circulo vicioso de tramas, golpes e falcatruas onde, parafraseando Lavoisier “nada se cria, tudo se repete” e o interessante e’ que só o que não presta se repete. O que e’ bom, não!
Ate’ porque, não há muita coisa boa para ser repetida.

O ponto e’ que quando se trata de uma historia longínqua da qual eu só sei o que me contaram e da qual eu não posso alterar vírgula alguma, me conformo, deixo pra la’, mas quando a historia e’ a que eu estou vivendo, atual, da qual faço parte,  não há como aceitar que ela seja recheada de safadezas, golpes, armadilhas e espertezas, cheia de sujeira moral e ética, cheirando mal em todos os aspectos.
Não, não e não!
A minha historia tinha tudo para ser escrita com tintas verde e amarelo do patriotismo e do amor pelas cores e coisas nacionais, sem exacerbamento mas, uma escrita limpa, bonita, cristalina, da qual eu não me envergonhasse.
Não tinha que ser uma historia pintada de vermelho, um vermelho importado de países de ideais comunistas onde se derramou sangue aos borbotões e não deveria descortinar um futuro tão escuro como o que se mostra,  não deixando duvidas de que mergulhamos em um tempo de trevas e sabe Deus quando e se vamos sair dele.

Pois e’! E’ essa historia que deveria estar sendo escrita hoje por todos nos, poderia estar sendo escrita de forma nobre, límpida, fiel, com cores bonitas, mas ao invés disso, esta sendo escrita de forma vil por facínoras, que se autodenominam heróis e que na contramão dos avanços da humanidade lançam o povo no mais profundo “emburrecimento”, coisa nunca vista “na historia desse pais”.
Uma historia que transita entre dois séculos recheados de descobertas maravilhosas, onde a ciência se multiplica atropelando o próprio conhecimento, uma historia que fala de todos nos brasileiros, miscigenados, sem raça, sem cor, sem credo e que poderia estar sendo colocada nas paginas da existência da nossa nação de maneira a que todos nos pudéssemos nos orgulhar quando outros as lessem, mas não tem sido assim.
A forma como esta sendo escrita mostra algo grave, mostra que  perdemos há muito o bom senso. Deixamos que a escrevam como bem entendam, alguns permitem isso pelo comodismo, outros pela fome, como o Esau’ da Bíblia trocamos o direito de ser alguém e de aprendermos a ganhar o próprio sustento, por um prato de comida gratuita, outros ainda, pela ignorância ou incapacidade de discernir entre o bem e o mal e assim, perdemos.
Perdemos!
Não a eleição!
Estamos a perder já faz muito tempo e não nos demos conta disso!.
Perdemos a nossa cultura e cabe perguntar: Onde estão os nossos heróis de verdade aqueles que contribuíram para o engrandecimento da terra a que pertenciam, onde estão suas casas, seus inventos, suas memórias?
Perdemos a nossa identidade, hoje somos um povo tido como “sem garra”, passivo, que não luta pelo que e’ justo, não luta pelos direitos (direitos?) somos uma mistura de tudo e ao mesmo tempo somos ninguém. Cada um espera que o outro vá ‘a luta, se ele se der mal, azar dele, mas se ele se der bem eu vou estar nessa, levando a minha parte da vantagem sem sacrifício.
Perdemos a fe’ e pelo meio do caminho e ao invés de confiarmos em Deus confiamos no poder da mandinga, do patuá, da figa, do galhinho de arruda atrás da orelha, da folha de fedegoso, do sal grosso, da vela de sebosa ou parafinada, dos cheiros mágicos, dos óleos poderosos das águas bentas, das comidas, das farofadas, das cachaças, dos dedos cruzados, das rezinhas fortes que me poupam do esforço de lutar pelo que e’ direito.
Perdemos a vergonha e essa foi a mais grave das perdas... não me atreveria a escrever algo a respeito porque seria repetitivo, tantas outras vozes tem se expressado nestes últimos dias, com gritos que poucos ouvem, penas que se encharcam de tinta e tentam mostrar que o caminho era outro, que nos equivocamos, sem que se lhes de a menor das atenções.
Certo de que não expressaria tudo aquilo que me vai na alma e estaria longe de descrever com exatidão o que e como precisaria ser dito, lanço mão de um poema escrito por Cleide Canton que poucos sabem quem e’, onde diz:
Sinto vergonha de mim!  
"Por ter sido educadora de parte desse povo,
 por ter batalhado sempre pela justiça,
por compactuar com a honestidade,
por primar pela verdade e por ver este povo
já chamado varonil enveredar pelo caminho da desonra.
Sinto vergonha de mim,
por ter feito parte de uma era, que lutou pela democracia,
pela liberdade de ser e ter que entregar aos meus filhos,
simples e abominavelmente, a derrota das virtudes pelos vícios,
a ausência da sensatez no julgamento da verdade,
a negligência com a família, célula-mater da sociedade,
a demasiada preocupação com o "eu" feliz a qualquer custo,
buscando a tal "felicidade" em caminhos eivados de desrespeito para com o seu próximo.
Tenho vergonha de mim pela passividade em ouvir,
sem despejar meu verbo, a tantas desculpas ditadas pelo orgulho e vaidade,
a tanta falta de humildade para reconhecer um erro cometido,
a tantos "floreios" para justificar atos criminosos,
a tanta relutância em esquecer a antiga posição de sempre "contestar",
voltar trás e mudar o futuro.  
'Tenho vergonha de mim pois faço parte de um povo que não reconheço,
enveredando por caminhos que não quero percorrer...
Tenho vergonha da minha impotência, da minha falta de garra,
das minhas desilusões e do meu cansaço.
Não tenho para onde ir pois amo este meu chão,
vibro ao ouvir meu Hino e jamais usei a minha Bandeira para enxugar o meu suor
ou enrolar meu corpo na pecaminosa manifestação de nacionalidade. 
Ao lado da vergonha de mim,
tenho tanta pena de ti, povo brasileiro!”
Em verdade, não sinto vergonha de mim enquanto pessoa, mas, há uma vergonha manifesta enquanto cidadão, por talvez não ter sabido lutar o suficiente para que meus descendentes tivessem um futuro melhor e mais digno e por ver que... perdemos!
Não estou me referindo a Lula ou a Dilma, expressões menores dessa perda quando colocados ao lado dos valores morais e espirituais que deixamos ao lado do caminho sem sequer nos lembrar de quando aconteceu isso.
Lula e Dilma são simplesmente uma conseqüência disso tudo e, como todas as conseqüências, temos que viver com ela, gostemos ou não!

Perdemos a chance, como tantas outras vezes perdemos tantas outras chances de fazer o melhor, de fazer direito, perdemos elegendo a mentira ao longo dos anos, como sempre fizemos, enaltecendo a malandragem, o conchavo, a safadeza, a esperteza, o golpe, o crime, a “trampa”, a pilhagem.
Não a elegemos agora em 31 de Outubro de 2010, desde ha muito a gente vem elegendo este elenco de coisas, somos parte disso, e’ como um vicio que quando tentamos deixar ele não permite... uma doença incurável, só um milagre poderia fazê-lo.
Resta-nos observar filhos e netos caminhando por um caminho que não construímos, tendo uma cultura que não cultivamos, vivendo e escrevendo uma historia tão ou mais mentirosa do que aquela que aprendemos na nossa infância por não terem aprendido coisa melhor de nos.
Resta-nos chorar a dor de ver todos os valores cívicos, morais, e espirituais pelos quais tantos morreram, a começar pelo nosso Mestre Jesus Cristo, serem desprezados e ate erradicados do nosso cotidiano.
Rui Barbosa, figura ilustre, que se perde no tempo e na memória de uns poucos dizia nos idos de 1914 em um discurso para os senadores da época, palavras  que parecem terem sido inspiradas pelos acontecimentos dos anos recentes deste novo século:
“De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto”


Resta-nos sentir junto a essa vergonha, a ultima gota de sangue ser, não derramada em um campo de batalha na defesa da honra e do bem, mas ser sugada sutilmente por uma alcatéia voraz que se apoderou de tudo o que havia de sagrado e de belo no nosso torrão natal e esperar que Deus, tão desprezado como tudo o mais, use de sua infinita misericórdia para restaurar, algum dia, a nossa sorte... mas, por enquanto... continuamos perdedores...


Orlando/nov/2010

Arrepende-te!

Já’ desde os últimos anos do século passado caminhamos por uma época chamada de “pós-moderna”, e a mais forte das características dessa época e’ a busca desenfreada por coisas novas, talvez pelo avanço da ciência que a cada dia traz dezenas de novidades em todos os campos de atuação. Traz também uma carga fortíssima de desconfiança da razão, muitas e novas “verdades”te aparecido todos os dias, o individualismo impera colocando os indivíduos de volta a um estilo de vida muito parecido com aquele do homem das cavernas, sem falar no consumismo desesperadamente destruidor, moldando crianças e jovens a um estilo de vida fútil e falso.

Quando Jesus chega ao nosso planeta trazendo a Boa Nova, tudo era mais ou menos parecido com isso, então o Cristianismo começava exatamente em uma situação muito semelhante ao que temos hoje; muitas religiões e cultos sendo
praticados.

Um paganismo fortíssimo, uma resistência feroz a tudo que se chama “compromisso com Deus”. Posso ter compromisso com time de futebol, com o clube do qual sou sócio, com o emprego, com alguém de quem gosto, mas com Deus... e’ muito difícil.

Alguém disse que a “igreja Cristã hoje é ignorada pelo mundo”, na verdade ela não e’ ignorada pelo mundo, o mundo sabe que ela esta ai, só não sabe para que ela existe e isso por conta do descaminho, podemos dizer assim, que o evangelho moderno tomou, se igualando a muitos outros movimentos religiosos
de origem pagã ou pseudo cristãs e que minaram as doutrinas decorrentes das reformas efetuadas a partir do desligamento de grupos daquela igreja oficial, existente na idade media e que tinha se enveredado por caminhos obscuros de política misturada a religião e de vendas de tudo o que pudesse ser negociado dentro das assembléias, buscando, esses grupos voltar ao caminho estreito de uma igreja pura, santa, imaculada, como a descrita na Bíblia.
Pois bem, a nossa forma de ser e pregar tem mudado, hoje há uma linguagem toda peculiar nos púlpitos, o vocabulário soa bastante empresarial e cada culto tem um tom bastante próximo a um seminário de auto-ajuda.
Os cultos se transformaram em programas praticamente televisivos que tem que seguir determinado padrão como se de outra forma não fossem aceitos por Deus.
A reverencia deixou de existir e em lugar disso entrou a descontração.
O bem estar do adorador se faz mais importante do que a necessidade de humilhação na presença de Deus. Templos suntuosos, ar condicionado perfeitamente computadorizado, musica e músicos perfeitamente ajustados ao assunto e ao gosto do “freguês”, prédios bem aparelhados e caríssimos que mais parecem “louvar”  os seus arquitetos, o louvor e adoração deixaram a liturgia para obedecer agora a um elevado clima emocional, dando lugar, muitas vezes a histeria coletiva ou a picos de emocialismo individual que se apaga tão logo o som do teclado ou da voz cessam.
Não temos mais um culto como pede a Escritura, racional, de corpos santificados, de Romanos 12 ou adoração verdadeiramente pura como requer Jesus, quando ensinava ‘a mulher samaritana, perto do poço, descrito em João 4.24 e é cada dia menor o numero dos que querem adorar em Espírito e em verdade.

Não há a menor dificuldade hoje em entender palavras
ou empecilhos em assumir conceitos que fazem parte de outros grupos religiosos contrários ao cristianismo.

 Isso se nota quando vemos cultos, principalmente neo-pentecostais onde a descaracterização do evangelho verdadeiro e’ gritante, onde aparecem as crendices em “simpatias”, copos d’água em cima do rádio (ou televisão), colocar a mão na tela da TV,  benzedeiras, ressuscitando, trazendo de volta todas as superstições populares da Idade Média, como vendas de “óleo consagrado”, “água do Rio Jordão”, incenso, sal grosso, vela, rosa ungida, lenço ungido, lasquinha de cruz, galhinho de arruda atrás da orelha, vassourada de arruda molhada em água benzida,etc.

O ensinamento de estar de bem com Deus na fartura ou na escassez de
(Fp 4.11; 1Tm 6.8; Hb 13.5)
foi substituído pela “diabólica” teologia da prosperidade com seu vocabulário sem significado, “eu repreendo”, “eu declaro”, “tá amarrado”, “eu determino”, um evangelho cheio de “sementes” e que não é  a semente do evangelho a única semente de que Jesus falou, cheio de promessas, que passam bem longe da promessa de vida eterna e que aprofunda raízes de cunho monetário nessa vida temporária.

Um Evangelho, onde não somos mais salvos pela Fe em Jesus, mas pela “obediência” em “plantar” ou pela quantidade de dinheiro que se “planta” ou por uma centena de diferentes itens exigidos por alguém, como condição para assegurar a salvação ou estar qualificado para ela... exatamente como era antes da reforma iniciada por Martinho Lutero.
E’ urgente que estejamos preparados porque, a descaracterização da igreja (instituição) e’ evidente, inexorável e perigosa e devemos estar atentos a isso para que a nossa fé não seja abalada e para não percamos o rumo nos afastando do verdadeiro caminho que conduz ao céu. 
 Se queremos continuar fazendo parte da igreja verdadeira, Então devemos relembrar, a necessidade de buscar entender as Escrituras, a doutrina da trindade, que nos ensina que Deus é o Pai, o Filho e o Espírito Santo, o ofício e a obra de Cristo, verdadeiro Deus, verdadeiro homem, o pecado e a culpa, expiação, regeneração, a fé e o arrependimento, a justificação, a santificação como obra do Espírito, julgamento, céu e inferno, e, em tudo isto, denunciando a diferença que existe entre o cristianismo verdadeiro e bíblico e o cristianismo (evangélico) hipócrita e nominal.

Devem ser encorajados meios para incluir os vários dons espirituais dos cristãos no ministério de nossas igrejas, lembrando que cada crente é importante e tem um ministério necessário no Corpo de Cristo (Rm 12.4-8; 1Co 12.8-11, 28-30; Ef 4.11-16; 1Pe 4.8-11). Ao mesmo tempo, todos os membros deveriam estar conscientes de suas responsabilidades de mútua submissão e auto-doação na comunidade em que participam (Ef 5.18-21), fazendo assim, que o mundo veja uma Igreja forte, sem nomes, sem placas, sem denominação, como era em Atos capitulo 2.

Assim, Deus deixara de ser essa força sempre disponível quando conveniente e só quando conveniente, para ser um organismo vivo, permanente e atuante dentro de cada um de nos através do Espírito Santo, na simplicidade da nossa medida.

Assim, o pecado vai incomodar e ao invés de buscar justificativas, vamos procurar nos afastar dele.

Assim sairemos da fase infantil para a maturidade e ai então poderemos entender as mudanças todas deste século e da igreja e teremos então capacidade de analisar tudo e reter o que seja bom pra nossa vida espiritual
podendo assim, cada um de nos, assumir a nossa posição dentro da verdadeira igreja de Cristo  (Ef 4.11-16).

E então, estaremos inseridos na classe daqueles que fazem parte do que esta escrito no livro de Colossences, capitulo 3, e que buscam ser a igreja verdadeira.
Estou nessa!

O mais longo salto da história... (cronica)

 
1954...
Naquele ano, segundo nos conta a história, entre outros fatos importantes o Brasil, mais uma vez passa por uma Copa do Mundo de Futebol sem a tão sonhada conquista do título de campeão mundial.
O país  perde tambem o seu político mais importante, o presidente Getúlio Dornelles Vargas.
Esta mesma história registra, que naquele mesmo ano, na então quase inexpressiva cidade do interior Paulista, chamada Piratininga, nascera, como tantos outros, um menino e que o Registro Civil de Pessoas Naturais atestava o nome escolhido pelo pai: João Carlos de Oliveira.
De família muito pobre, mesmo assim fora recebido com festa. Três ou quatro garrafas de cerveja servidas em algumas canecas de lata entre os amigos mais chegados, cigarros “Mistura Fina” que foram distribuídos para completar a animada conversa sobre o recém chegado que já passara a ser chamado de Joãozinho.
Joãozinho teve uma infância típica de menino pobre de cidade do interior, brincadeiras com os coleguinhas da vizinhança, sonhos de ser Polícia (e qual é o menino que nunca sonhou ser Polícia, Bombeiro, Motorista de ônibus  com aqueles uniformes bonitos, envergados garbosamente ?). Era assim em todas as vezes que a brincadeira exigia de Joãozinho, um posicionamento mais específico lá estava ele gritando: -- Eu sou o polícia!
Assim passaram os primeiros anos até entrar para a escola primária onde faria novos amigos e onde também, por sugestão da professora, ele passa a ser chamado de João, “Nada de diminutivos por aqui!”, dizia ela, e completava” você esta dando um grande salto na sua vida e para tanto é melhor começar corrigindo estas pequenas coisas”.
A vida corre inexorável, foram-se os anos de infância  e agora o rapazinho já  quase terminando a adolescência percebe que a vida é um pouco mais difícil do que seu pai com todas as dificuldades deixara transparecer para ele. Já procurava um emprego fixo, tarefa dificílima por aquelas paragens, problema vencido por alguns poucos afortunados.
Repentinamente surge uma nova etapa na vida de João. Mais um salto? Era! Uma paixão!
A primeira... era uma menina da vizinhança , 16 anos, morena, linda... e veio logo dizendo:
--Pra mim você a partir de hoje é João Carlos...
E ele mais uma vez observava o seu nome sendo modificado, já estava se acostumando as mudanças e o namoro seguiu firme.
No ano seguinte o alistamento militar... e lá vai ele, lembrando-se daquele sonho de menino, que era mais uma brincadeira do que sonho, ser não um policial, mas, um soldado.
Defenderia não simples cidadãos de bandidos imaginários, como nos seus folguedos, mas estaria a serviço da Pátria, defendendo a honra de seu país, e a partir daí já não seria mais João Carlos, passaria a ser chamado obrigatoriamente de Soldado Oliveira...
Descobre no Exército uma nova e maravilhosa etapa de vida. Já o fizera na escola, por Ter as pernas longas, por ser ágil e leve, por ser determinado, mas ali, isto se tornava literalmente o grande salto da sua vida... ele fazia parte da equipe de atletismo do seu grupo militar, por seu desempenho brilhante vieram medalhas nos jogos do Exército, e agora já Sargento, recebera de seus superiores licença para participar de todas as competições oficiais pelo território nacional.
Explode um novo,  brilhante e quase inacreditável fenômeno nacional numa modalidade esportiva  já quase esquecida desde os feitos dos grandes Nelson Prudêncio e Ademar Ferreira, o Salto Triplo.
Recordes nacionais, Sulamericanos, Panamericanos todos vão sendo vencidos numa velocidade espantosa... Chega a primeira Olimpíada...O mundo o reverencia...
Mais uma vez ele vê seu nome modificado pelas circunstancias de uma nova fase de sua vida. Deixa de ser o Sargento Oliveira para ser conhecido e respeitado pelo mundo afora como o glorioso JOÃO DO PULO.
Cidadão do mundo... De competição em competição, de recorde em recorde era cada vez mais admirado pelos amigos, conterrâneos e adversários. Cumpria mais esta etapa de sua vida que seria provavelmente a mais duradoura, não fosse um estúpido acidente de carro ocorrido na noite do dia 22 de dezembro de 1981  na Via Anhanguera, em Campinas.
A partir daí, toda a capacidade física, mental e espiritual, toda a fibra daquele herói nacional seria posta a prova, uma barreira que se apresentava intransponível. Talvez a mais dura prova de toda a sua vida e com certeza se iniciava aí um longo e demorado salto.
João do Pulo perdia uma de suas pernas por amputação... Era como se cada um de nós brasileiros tivéssemos perdido as nossas próprias... Não saltaríamos mais pelas pistas do mundo, não nos levantaríamos mais, na pessoa dele, com o punho erguido e o peito cheio de orgulho por “ter sido o melhor”.
Parece que ele depois da desabalada carreira, após ter tirado os pés do chão, teimasse em não completar a sequência da tarefa empreendida... Era realmente o início de um longo e doloroso salto na vida dele, salto que após muita dor e sofrimento na madrugada de 22 de maio de 1999 nos fez ver que não havia derrota apesar de tudo, mas que se prolongara pela eternidade adentro, levando-o até a presença de Quem dera a ele todas as possibilidades vividas aqui  e de Quem com certeza ouviu o seu novo nome... após ter completado, este que com certeza foi o maior salto da sua história...
 Já não seria mais chamado João do Pulo, mas, João de Deus...

Crônica escrita e apresentada no dia 9 de junho de 1999 como exercício da aula de
Pratica de Locução pelo aluno João Florentino Da Silva no Senac de Campinas.